Parafusa
Parafusa é uma banda de samba rock alternativo com um estilo bem dançante, que vem ganhando cada vez mais Pernambuco e o Brasil com um som bem alegre e maduro.
Confira a entrevista que eles concederam ao A La Cultura.
A La Cultura – Como vocês se conheceram e formaram a banda? Parafusa – Já trabalhavamos juntos em outra banda que tocava nas noites de Recife. Estavamos juntos desde 97. A banda acabou e resolvemos fazer um projeto com músicas próprias. Daí nasceu a banda. . A La Cultura – De onde vocês tiraram a idéia do nome?
Parafusa – O nome veio da urgência que tinhamos pra mandar um material para um festival. A principio era provisório, mas terminamos nos acostumando e gostando do nome. . A La Cultura – Quais sons vocês tem como referência? Parafusa – Crescemos escutando muita coisa. Fazer uma lista é difícil. Mas posso dizer que a música popular brasileira em geral ( Chico, Caetano, Tom Zé, Mutantes), Beatles, rock progressivo, samba de verdade ( Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Beth Carvalho e outros grandes nomes). Tudo isso está no nosso baú.
A La Cultura – Como a internet ajudou no processo de divulgação da banda?
Parafusa – Internet hoje é importante para qualquer banda grande, imagina pra uma banda pequena. Colocamos todas as músicas e um pouco da história da banda no nosso site. Assim qualquer pessoa, em qualquer lugar tem acesso ao que a gente gravou e ao que a gente vem fazendo. Ta certo que hoje estamos um pouco desleixados com o site, mas prometemos uma grande atualização com muito material novo.
A La Cultura – Vocês já fizeram shows em outros estados? . Parafusa – Fizemos alguns shows em outros estados e foram excelentes. Temos muita vontade de fazer uma turnê no sudeste, mas pra isso precisamos de patrocínio e também parar um pouco nossas vidas aqui em Recife. . A La Cultura – O que vocês acham da cena musical brasileira? Acham que a mídia, os produtores e o público precisam abrir mais espaço para as bandas novas mostrarem seus trabalhos? . Parafusa – Acho que o mercado está muito democrático. Claro que não tem incentivo de empresas privadas e da mídia de massa como rádios e televisão aberta. Mas o mercado independente dá o seu jeito através de festivais, da internet e de alguns portais de comunicação. Várias cidades produzem festivais independentes levando bandas de todo país para um público novo. Isso precisa ser valorizado, mais divulgado e atingir um público maior. Toda banda independente quer aumentar seu público, chegar em um grande canal de TV fazendo a música que acredita. Isso não significa que ela precise só esperar por isso. Tem outros meios de fazer sua banda chegar no Brasil todo, mas pra isso precisa de ralação. Vida de artista independente não é novela não. Todos precisam participar de todos os processos de produção. Produzir, gravar, divulgar, fazer shows, viajar, tudo isso juntos. . . http://www.parafusa.com.brRhudia
Rhudia nos apresenta um Rock’n’roll com uma pegada de Reggae roots bem maduro. Diferente de todas as bandas que estamos acostumados a ver. Com o apoio da Escambo Produções nos trará um novo Cd bem mais Rock. Com a nova musica Urubu Rei.
Maiores informações :
Escute
http://www.tramavirtual.com.br/rhudia
É Dead Fish!
Com certeza a volta da banda Dead fish ao Recife nos trouxe muitas alegrias. Faz aproximadamente 2 anos que a banda não nos dava o ar de sua graça, mas valeu a pena esperar. Com um show repleto de surpresas, com músicas novas e sucessos marcantes. Dead fish brilhou no palco recifense como uma estrela, graças à união das produtoras VirtueMúsica e Sonora Produções. O evento também trouxe uma outra banda de fora, que foi a Maguerbes, de São Paulo. Mas estrelas pernambucanas também iluminaram a noite, como Bon Vivant, que fez um couver da banda Strokes simplesmente perfeito, e a Pump que mostrou que rock também é coisa de menina. Em cada banda havia um diferencial. A banda Hady com seu Hardcore Alternativo, a Dillema com seu Hardcore Melódico. Quem não foi, perdeu.
Mas está ai a entrevista que o vocalista Rodrigo e o baterista Nô concederam ao A La Cultura.
A La cultura - A banda tem quanto tempo de carreira? E por que o nome Dead fish?
Nô – Temos 17 anos de estrada. Sim, é verdade. A gente se chamava Stage Dive em 93 e tinha umas 5 bandas com esse nome, ou parecido e a gente resolveu mudar. E cada um deu um nome e eu lembro o nome que dei foi “Bastards Aleluia”, que eram uns meninos de dreads lá de BH que queriam colocar esse nome na banda e aí foi no papelzinho. E acabou saindo o nome que o Marcel, antigo guitarrista sugeriu: Dead Fresh Fish. Mas a gente achou grande e ficou Dead Fish mesmo.
A La cultura - Vocês têm algum projeto paralelo?
Nô - Nós não optamos por ter projetos paralelos, pois Dead fish já toma muito do nosso tempo. A gente tinha o Projeto Peixe Morto, que eram algumas músicas que não colocávamos nos CD’s do Dead e que disponibilizavamos na internet, fora isso não temos nenhum outro projeto.
A La Cultura - Quais são as suas influências?
Rodrigo – Acho que são quase as mesmas de 17 anos atrás com um pouquinho mais de Tim Maia, Roberto Carlos, que fui recuperando o gosto depois de velho. Mas definitivamente é skate punk, punk rock, hardcore californiano dos anos 80, 90.
A La Cultura – O que vocês acham sobre rótulos?
Rodrigo - Eu acho que é uma moeda de dois lados. É fácil você rotular uma pessoa. As pessoas compram rótulos baratos. O João Gordo jogou isso no ar e a galera acatou, mas eu acho que esses velhos têm medo dessa galera tomar seus lugares, roubar seus empregos em São Paulo, pois a garotada toca bem. Eu não vou ficar falando mal do emo, mas eu, particularmente, não gosto.
A La Cultura – Como vocês acham que os jovens de hoje estão tratando a política brasileira?
Nô – A política tá de mal a pior. A meninada que não quer se envolver com a política, que não quer se engajar, devia trabalhar na conservação do planeta e retardar os danos que estamos causando a ele. Acho que para o jovem, é melhor pedir para ele cuidar da praia, conserva seu meio ambiente, do que ficar olhando se o político está trabalhando ou não.
A La Cultura – Vocês ainda têm algum objetivo a alcançar?
Nô – Quando a gente montou a banda, queriamos mudar o mundo, mas agora a gente viu que não dá. Depois que você cresce, não tem mais os seus 17, 18 anos você vê que isso não vai rolar. Quando a gente chega a esse estágio da vida, começamos a querer mudar o individuo, fazer uma mudança pessoal na cabeça de cada um, e não a mudança geral. O povo está cheio de revolução em massa.
A La Cultura - Qual é a visão de vocês sobre religião?
Nô - Cada um na banda tem sua visão particular sobre isso, mas eu não gosto de entidades que representam Deus. Um exemplo é Igreja Bola de Neve. Eu acho que tudo isso só serve para encher de dinheiro o bolso do pastor.
Rodrigo - Eu sou ateu, meu pai é ateu. Meu avô também devia ser ateu, pois ele lutou na guerra, e geralmente quem vai pra guerra não acredita em um Deus. Eu só fiz crisma porque minha avó era muito católica.
A La Cultura – Por que o Hóspede saiu da banda?
Rodrigo - A Nossa formação de quatro integrantes está muito massa, e eu acho que a gente já não se dava tão bem para eu estar falando mal dele. Mas eu não gosto de jovens que tem a juventude à flor da pele. Já estou velho, 35 anos.
A La Cultura – O que você acha sobre a cena musical brasileira?
Rodrigo - Ótima! Eu acho que o Brasil tem que ter de tudo, e é necessário isso. A gente, por muito tempo ficou a mercê de uma mídia em massa que imbeciliza. Acho que até a população mais pobre tem acesso a informação. Se eles escolheram músicas sem conteúdo para ser o hit da vida deles, o problema não é meu.
Com certeza a banda estava em sua melhor sintonia. A cada pergunta que fazíamos, um dos meninos passava e falava com um tom de voz bem irônico. “É tudo mentira!”
E logo nós, que estávamos nervosos, por se tratar de uma banda gostávamos e admirávamos por muito tempo, caiamos no riso.
Sem sombra de dúvidas ficará na memória.
Agradecimentos:
João – Bon Vivant
Dead fish
Hady
Pump
SATED PE
Agenda Cultural
Comunicado:
Queríamos pedir desculpas a todas as pessoas que acreditam no nosso trabalho. Por causa de problemas internos demoramos muito a postar essa entrevista. Já com tudo resolvido, nossa obra está ai.
Mil desculpas e obrigado a todos!
Seja bem vindo Tiago Silva!!
Oh Glória!
No último dia 29, a banda paulista Glória, fez seu primeiro show em Recife. Já teve uma outra oportunidade deles tocarem por aqui, porém o show foi cancelado. Glória é uma banda de screamo, e já conquistou vários lugares do Brasil com o seu som. Depois de várias mudanças na formação, o Gee do Nx já fez parte, conseguiram chegar à formação atual, e a melhor, como afirma o vocalista, Mi.
A casa onde rolou o evento, lotou. Muitos fãs da banda estavam esperando há muito tempo um show dos meninos por aqui. A noite foi muito agitada, com uma energia muito positiva. As bandas que abriram para a Glória eram pernambucanas que aos poucos estão conquistando um público muito bom pelo estado e pelo país, como a Device, banda de screamo, a Bon Vivant, com um som bem rock n’ roll anos 60, a Hady, banda de Olinda com influências que vão do HardCore ao MPB, FunPark, banda com um estilo que mistura reggae, manguebeat e rock, e bandas novas como a Interative, Howay, BR232, RedFace e a ShitDays.
A banda nos cedeu um pouco de seu tempo de descanso, para uma rápida entrevista. Confira um pedacinho dela agora.
A La Cultura – O Gee do Nx Zero já fez parte da formação do Glória. Depois de um tempo, ele saiu da banda. Qual foi o motivo para ele ter deixado de tocar com vocês?
Peres – O Gee sempre foi um grande amigo, e um grande músico. Ele nos ajudou muito no tempo que esteve conosco. Porém, a Nx Zero estava tomando muito do tempo dele. Ele deixou de fazer vários shows com o Glória por causa dos shows do Nx. Nós da banda sempre tivemos um acordo de não termos bandas paralelas, pois poderia atrapalhar no andamento de ambas as bandas. Abrimos uma exceção para o Gee, porém vimos que não estava dando certo. Preferimos pedir que ele saísse, pois estava nos prejudicando.
A La Cultura – O que vocês acham da cena musical brasileira? Será que o público e a mídia estão abrindo mais espaço para músicas sem conteúdo, que não nos passam nada que realmente preste?
Mi – A cena musical brasileira é pobre. Veja um exemplo, qual a música mais tocada em todas as rádios e programas de TV no momento? Uma música intitulada ” Crew”. O que a pessoa que escreveu aquela letra estava pensando no momento? Será que ele tentou fazer o seu melhor? Colocou sentimento nela ou ele só pensou nas pessoas rebolando, sem entender o que ele queria passar? A pessoa que a escreveu, é um pobre de espírito e de cultura. Não podemos chamar essa pessoa de músico, podemos? Mas o problema não está só nele, está no público que gosta e ouve essas músicas sem conteúdo algum, e da mídia que exclui os verdadeiros músicos, pois para mim músico é alguém que diz o que está no coração, não o que está dentro das calças, para dar lugar a pessoas que só ridicularizam a cena do Brasil. É nessas horas que me envergonho de pertencer a esta nação.
A La Cultura – Vocês conhecem alguma banda ou cantor pernambucano?
Mi em acordo com Peres – Conhecemos sim. Uma banda que sempre nos influênciou muito é a Cordel do Fogo Encantado. O som dos caras é muito bom. Eles têm um profissionalismo enorme, e o show deles passa uma energia muito positiva. Um outro cara que nos influênciou foi Chico Science, pena que ele morreu tão cedo. As bandas pernambucanas são sempre muito boas, só falta um pouco mais de abertura da mídia para elas, não só aqui, mas em todo o Brasil. *
Banda Device
A Device é uma banda que foi formada em 2006, por amigos de colégio e prédio. Logo no começo da banda, eles tocavam um som mais puxado para o hardcore melódico, mas com o passar do tempo a banda foi mudando de estilo, foi ficando mais pesado, e hoje os integrantes definem a banda como Screamo, que é um som pesado, com vocais que misturam berros e vocal limpo. As influências da banda vão desde o Emocore, passando pelo Hardcore, e chegando até o Metal. Apesar do pouco tempo de banda, os meninos já fizeram pequenas turnês pelo Nordeste, passando por Maceió e chegando até a Bahia.
Veja uma parte da entrevista exclusiva que os meninos da Device deram para o A La Cultura.
A La Cultura – Todas as bandas, no começo da carreira têm dificuldade para divulgação do trabalho. Fala um pouco sobre o que vocês passaram.
Device – A banda está na ativa há um tempo, mas ainda temos dificuldades. Alguns produtores de eventos, só pensam no lucro e não na cultura e em ajudar as bandas a divulgarem seus trabalhos. Eles querem é ganhar dinheiro e subir, enquanto põe os outros para baixo.
A La Cultura – Nos shows em outros estados, como foi a aceitação do público?
Device - Quando fomos viajar para fazer o show em Maceió, ficamos meio que com o pé atrás, achando que o show seria ruim. Mas quando chegamos lá, tinha um bom número de pessoas que já conhecia o som da gente, e sabiam até cantar as músicas. Não foi um show ruim, e nem foi o melhor que já fizemos. Foi um show mediano, que deu para conquistar um público fiel.
A La Cultura – Como está a agenda de vocês para os próximos dias?
Device – Dia 29 do mês passado tocamos com a banda paulista Glória, aqui em Recife e também na Bahia, fizemos uma mini-turnê com eles. Nessa quinta (dia 20), tocaremos junto com a banda Dead Fish, do Espírito Santo, aqui na cidade. Dia 29 desse mês, faremos um show de despedida, pois estaremos partindo para uma turnê em São Paulo. Faremos seis shows por lá, entre eles o ABC pro HC, que é considerado o maior evento de música underground do Brasil, onde tocaremos com bandas internacionais consagradas, como Rufio, Funeral for a Friend, e também com bandas novas de várias partes do Brasil.
A La Cultura – Quais os sites onde as pessoas podem conhecer o trabalho de vocês?
Device – Nosso fotolog é o: http://www.fotolog.com/devicerock , onde as pessoas podem ver fotos e saberem um pouco mais sobre a banda. E no http://www.purevolume.com/device_pe , http://www.tramavirtual.com.br/devicerock , a galera poderá conhecer nossas músicas.



